Creas da Diversidade: público LGBT de Brasília recebe assistência durante a pandemia

Creas da Diversidade: público LGBT de Brasília recebe assistência durante a pandemia
Reprodução: Google

A pandemia do novo coronavírus afetou a população de muitas formas, trazendo prejuízos não apenas econômicos, mas também emocional, o que pode se tornar ainda mais evidente quando se trata de pessoas mais suscetíveis a sofrer algum tipo de discriminação, como o público LGBT.

Diante deste cenário, o Creas da Diversidade tem feito a diferença na vida de quem mais precisa, como a transexual Ninete Nascimento, de 37 anos, que entrou em um momento de muita dificuldade após perder o emprego por causa da pandemia.

Foi através da rede de proteção do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) da Diversidade, focado no atendimento LGBT, que Ninete conseguiu apoio para enfrentar a crise.

“O Creas da Diversidade está me salvando, me tirando de um lugar do qual eu não conseguiria sair sozinha. Eu estava vivendo uma situação totalmente lastimável, não tinha o que comer ou como tomar banho. Era preciso bater na porta dos vizinhos pedindo sobras”, afirmou a transexual.

Por causa da sua situação de vulnerabilidade, Ninete está recebendo auxílio e assistência jurídica, mas já deixou claro que não pretende ficar dependendo do poder público. Quer se capacitar para conseguir um novo emprego.

“Não vou passar o resto da vida vivendo de auxílio. Estou fazendo bicos e tentando me especializar”, conta, segundo informações da Agência Brasília.

Apesar do risco de sofrer discriminação por causa da sua condição sexual, Ninete entende que, acima de tudo, a maneira como se comporta é o que realmente faz diferença, sendo algo conquistado através da educação.

“Sabemos que preconceito existe, mas se você tiver educação, pode entrar e sair de qualquer lugar, independentemente de quem você é. Muitos não sabem que há assistência, que há pessoas dispostas a ajudar no governo, com muito carinho”, conclui.