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    Moro formaliza filiação ao PL ao lado de Flávio Bolsonaro: “Está alinhado com a gente”

    O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou publicamente, na quarta-feira, 18 de março, seu apoio à pré-candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná. Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Flávio referiu-se a Moro como “amigo” e afirmou que o ex-juiz da Lava Jato “está alinhado com a gente” e “compartilha das mesmas pautas” para o projeto de “resgate do país” .

    O acerto foi formalizado após reunião na sede do Partido Liberal (PL) em Brasília, que contou com a presença do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, do coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), e do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) . Valdemar confirmou que a filiação de Moro ao PL está marcada para a próxima terça-feira, 24 de março, também em Brasília .

    Rompimento com Ratinho Jr. e Estratégia Eleitoral

    O apoio a Moro representa um rompimento formal do PL com o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), que também é pré-candidato à Presidência. Valdemar Costa Neto justificou a decisão pela necessidade de garantir um palanque forte para Flávio Bolsonaro no estado.

    “Nós vamos ter que unir todo mundo lá para ele ganhar a eleição no primeiro turno. Senão nós estamos mortos por causa do Ratinho”, declarou o dirigente, referindo-se à força eleitoral do governador paranaense .

    Segundo apuração da imprensa, Ratinho Jr. havia se reunido com Rogério Marinho na semana anterior para tentar barrar o avanço da candidatura de Moro, mas ouviu como condição que desistisse de seu projeto presidencial – o que não ocorreu. Com a decisão, o PL pretende lançar o deputado Filipe Barros ao Senado, compondo chapa com Moro, e negocia espaço para a jornalista Cristina Graeml, que pode concorrer à Câmara dos Deputados .

    O Percurso de Moro com o Bolsonarismo

    A aliança marca uma nova reviravolta na relação entre Moro e o clã Bolsonaro. O ex-juiz deixou a magistratura em 2018 para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro, mas pediu demissão em abril de 2020 acusando o então presidente de tentar interferir na Polícia Federal para proteger aliados de investigações .

    Em 2022, já eleito senador pelo Paraná, Moro apoiou Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, declarando que, apesar das divergências, “as convergências são muito maiores” e que a opção por Luiz Inácio Lula da Silva era “inaceitável” diante das condenações do petista . Na ocasião, afirmou à CNN Brasil que mantinha suas “críticas profundas” ao governo do qual fez parte, mas que o apoio não significava “reescrever o passado” .

    Apesar da aproximação, Moro já havia feito duras críticas a Flávio Bolsonaro, especialmente em relação ao escândalo da “rachadinha” no antigo gabinete do filho Zero Um na Alerj. Em entrevista a VEJA em novembro de 2021, afirmou que “se a consequência for uma condenação criminal, é isso que tem que acontecer” . A frase “chega de rachadinha” também foi usada por Moro em pronunciamentos anteriores .

    Agora, com a filiação ao PL, Moro retorna formalmente à órbita bolsonarista para disputar o governo do Paraná, onde lidera as pesquisas de intenção de voto

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