O ministro das Comunicações, Fabio Faria, causou polêmica ao dar declarações para o blog da jornalista Andréia Sadi, do G1, afirmando que teria se arrependido de conceder uma entrevista coletiva para denunciar o suposto boicote de inserções eleitorais nas rádios do país.
“Fui escalado para tentar mediar um acordo com STF para tentar compensar o partido. Mas, aí, quando escalou e começaram usar o caso para pedir adiamento da eleição mandei recado imediato ao STF que era erro gravíssimo e estava fora”, afirmou Faria.
Segundo a Folha de S. Paulo, ele também afirmou que “a falha” na fiscalização das inserções nas rádios foi “do partido, que percebeu o problema tardiamente, e não do tribunal. Como havia pouco tempo para o TSE fazer uma investigação mais aprofundada, eu iniciei um diálogo com o tribunal em torno do assunto.”
Após a denúncia, contudo, apoiadores do presidente levantaram a tese de adiamento do segundo turno, a fim de dar tempo para que a denúncia fosse investigada e a eventual reparação pela falta de inserções fosse executada.
Faria, contudo, disse que esse não foi o objetivo da denúncia. “Eu fiquei imediatamente contra tudo isso. Fui o primeiro a repudiar. Isso prejudicaria o presidente Bolsonaro”, afirmou o ministro. “Me arrependi profundamente de ter participado daquela entrevista coletiva. Se eu soubesse que [a crise] iria escalar, eu não teria entrado no assunto”.
Membro da campanha de Bolsonaro que esteve com Faria na coletiva, Fabio Wajngarten também se manifestou: “Reestabelecendo a verdade: A campanha do Presidente Bolsonaro jamais cogitou pedir adiamento da eleição”, disse ele em sua rede social.
“Tudo o que fizemos foi denunciar um gravíssimo prejuízo à nossa campanha e solicitar a reposição das inserções que nos foram tiradas injustamente, como o Ministro Faria disse. Não há arrependimento em relação às denúncias apresentadas ou no que diz respeito ao pedido de recomposição das inserções. Apenas lamentamos que um tema técnico escalasse para uma discussão política na qual pessoas externas à campanha insinuaram o adiamento.”
“Não há qualquer interesse em se discutir o adiamento das eleições, dentre outros motivos, porque sabermos que o Presidente irá vencer a eleição neste domingo. Esse foi sempre o meu entendimento e do Ministro”, concluiu Wajngarten.