Em meio à denúncia da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o suposto boicote de inserções de mais de 150 mil propagandas nas rádios, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu exonerar o servidor Alexandre Gomes Machado, assessor de gabinete da Secretaria Judiciária da Secretaria-Geral da Presidência.
De acordo com informações de O Antagonista, Machado exercia a função de Coordenador do Pool de Emissoras, sendo o responsável pelo recebimento dos arquivos com as peças publicitárias e sua disponibilização no sistema eletrônico do TSE, para que sejam baixadas pelas emissoras de rádio e TV.
Na noite passada, a campanha de Bolsonaro entregou ao TSE um relatório com detalhes da sua denúncia, contendo o nome de rádios, horários e nomes das propagandas que deveriam ter sido veiculadas, mas que de acordo com os advogados da chapa não teriam sido.
Vale ressaltar que na segunda-feira, quando a denúncia foi feita, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a petição inicial não apresentou provas “sérias” acerca da denúncia. A campanha de Bolsonaro, contudo, apresentou novos dados na noite de ontem (veja aqui).
Questionada pelo Antagonista, porém, a assessoria do TSE disse que a exoneração de Machado ocorreu “em virtude do período eleitoral” e que “a gestão do TSE vem realizando alterações gradativas em sua equipe”, dando a entender que a medida não teria relação com a denúncia feita pela campanha do presidente da República.
O ex-Secretário Especial da Cultura do governo, Mario Frias, comentou a exoneração em sua rede social: “Estamos diante de um crime sem precedentes. Enquanto isso, a esquerda, a mídia e aqueles que dizem ‘defender a democracia’ estão completamente MUDOS. A exoneração de um servidor não minimiza os danos estrondosos causados na campanha do Presidente Bolsonaro.”
