O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segue tomando as suas decisões e provocando polêmicas. Em uma das mais recentes, o órgão proibiu a veiculação de uma fala do ex-ministro Marco Aurélio Mello numa propaganda eleitoral do presidente Jair Messias Bolsonaro, que iria ao ar na quarta-feira (19).
O TSE acatou um pedido feito pela campanha de Lula. O trecho proibido foi o de uma entrevista concedia por Marco Aurélio ao jornalista Cláudio Dantas, onde ele diz que Lula não foi inocentado das acusações de corrupção e lavagem de dinheiro, mas sim que alguns ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) o teriam “ressuscitado” politicamente.
“Os processos foram anulados, a partir, a meu ver, de uma visão equivocada: incompetência territorial”, disse o ex-ministro do STF aposentado no ano passado. “O Supremo resolveu ressuscitar politicamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, completou.
Com isso, Lula pediu que a passagem fosse retirada do ar, alegando que ela “conduz o eleitor à falsa informação de que Lula não é inocente”. O TSE acatou o pedido; no lugar da fala, foi exibido um QR Code que levava ao canal do tribunal no WhatsApp, informou O Antagonista.
Ouvido pelo site Poder360 sobre o episódio, Marco Aurélio respondeu: “Que prevaleça a verdade e a razão. Não estou engajado em qualquer política partidária. Falei à grande imprensa”. O ex-ministro já havia declarado voto em Bolsonaro no segundo turno.