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    Azevedo diz que Moraes reagiu correto ao Telegram: “Está claro como será na eleição”

    Ao decidir bloquear o Telegram no Brasil, algo que já foi revogado após a empresa cumprir uma série de exigências do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes acirrou a discussão pública sobre os limites de atuação do Judiciário. Para o jornalista Reinaldo Azevedo, se tratou de uma decisão correta que define “como será na eleição”.

    “Alexandre de Moraes revogou a suspensão do Telegram. Fraquejou? Não! Reafirmou autoridade. Aplicativo cumpriu determinações. Se descumprir de novo, já sabe. Ministro acertou as duas vezes. Está claro como será na eleição”, comentou Azevedo em sua rede social.

    Para os críticos da decisão, contudo, Moraes errou ao prejudicar dezenas de milhões de usuários que usam o Telegram para diversas finalidades, desde a simples comunicação, como para trabalho e obtenção de renda. O presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, tratou a medida como “inadmissível”.

    “Milhões de pessoas usam o Telegram no Brasil para fazer o contato com hospital, paciente e médico; olha as consequências de uma decisão monocrática de um ministro do Supremo Tribunal Federal. É inadmissível uma decisão dessa natureza”, disse Bolsonaro.

    Reinaldo Azevedo, por sua vez, chegou a associar o aplicativo a um ambiente propício para a prática de crimes. Ele também deu a entender que os utilizadores da plataforma seriam “neonazistas”, mas sem especificar qualquer grupo ou pessoas.

    “Por que os neonazistas estão tão furiosos com o Telegram indisponível? Não poderão falar com o Batalhão Azov, da Ucrânia?”, criticou o jornalista, em tom de ironia. “Por que tanto inconformismo de alguns com o Telegram indisponível? Digam-me: o que é que só de pode fazer lá? Cometer crimes? Tio gosta de lógica. Deem-me uma resposta lógica”, disse Azevedo em outra postagem.

    Após atender uma série de exigências do STF, contudo, Moraes revogou a ordem de bloqueio do Telegram. Entre as medidas adotadas está a exclusão de uma publicação feita pelo presidente Jair Bolsonaro sobre um ataque hacker à Justiça Eleitoral, feito em 2018.

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