Desde que o conflito russo-ucraniano foi desencadeado no começo da semana passada, o presidente Jair Bolsonaro vem sendo pressionado por parte da oposição e da imprensa para manifestar um posicionamento pessoal acerca da Rússia, que sob a liderança do presidente Vladimir Putin resolveu invadir o país vizinho.
Neste domingo (27), Bolsonaro concedeu uma entrevista coletiva onde falou da conversa com Putin na semana retrasada, por quase duas horas. Na ocasião, portanto, ao ser questionado sobre a sua posição em relação ao conflito, o presidente reiterou que o Brasil se manterá neutro.
“Nossa posição tem que ser de bastante cautela. Não podemos, ao tentar solucionar um caso, que é grave, ninguém é favorável a guerra em nenhum lugar do mundo, trazer problemas gravíssimos para toda a humanidade e para nosso país também, que está nesse contexto”, afirmou o presidente.
Apesar de Bolsonaro falar em neutralidade, o governo também divulgou uma nota esta semana, por meio do Itamaraty, fazendo apelos pelo fim do conflito em nome da paz. Além disso, o Brasil votou pela condenação da Rússia no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).
No ponto de vista pessoal, Bolsonaro concluiu a questão dando a entender que prefere não assumir uma posição contrária ou favorável a nenhum dos países envolvidos no conflito, a fim de preservar os interesses do Brasil quanto às parcerias comerciais que mantém com a Rússia.
“Não vamos tomar partido, vamos continuar pela neutralidade e ajudar, na medida do possível, a busca da solução”, declarou o presidente. “Não vou entrar no mérito, se tem razão ou se não tem. Nós buscamos apenas a paz nessa questão”, disse ele em outro trecho da coletiva.