Mendonça defende a liberdade de culto no STF: “Ser cristão é estar junto ao próximo”

Durante a sua primeira declaração oral no STF após seu retorno à AGU, André Mendonça utilizou a ocasião na última quarta-feira (07) para defender a liberação de cultos e missas no território nacional durante a pandemia da Covid-19.

Sua declaração foi proferida durante o julgamento da ação na qual o PSD solicita a suspensão do decreto que proibiu os eventos religiosos em São Paulo. O relator, ministro Gilmar Mendes, havia optado por manter o decreto em decisão limiar na segunda-feira (05).

“Sobre essas medidas que estão sendo adotadas regionalmente. Não há cristianismo sem vida em comunidade, sem a casa de Deus e sem o ‘dia do Senhor’. Por isso, os verdadeiros cristãos não estão dispostos jamais a matar por sua fé, mas estão sempre dispostos a morrer para garantir a liberdade de religião e de culto”, declarou o chefe da AGU.

Diante desta situação, Mendonça fez uso da lotação dos transportes públicos como uma tentativa de justificar a volta presencial dos eventos religiosos, mesmo argumento usado pelo pastor Silas Malafaia na última segunda-feira (05).

“Como estão nossos ônibus, nossos trens, nosso transporte aéreo? Nossas secretárias do lar continuam a passar duas horas nos ônibus, trens e metrôs superlotados para estarem nos servindo em nossos lares”, declarou Mendonça.

Além disso, de acordo com a Gazeta Brasil, Mendonça fortaleceu seu ponto de vista citando uma frase proferida por Jesus Cristo no evangelho de Mateus: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”.

Logo após disso e da citação do livro Atos dos Apóstolos, o advogado-geral da união declarou que seu posicionamento vem do fato de que “ser cristão, na essência, é viver em comunhão não apenas com Deus, mas também o próximo”.

“Ser cristão é estar junto ao próximo, é ter compaixão do próximo. É chorar junto, lamentar junto, dar o suporte necessário para que aqueles que se aproximam possam superar suas dificuldades”, completou.