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Quarta-feira, 29 Junho, 2022

Weintraub ataca Bolsonaro: ‘Não é mais representante da direita e dos conservadores’

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou de uma live na noite do último domingo (24), ao lado do seu irmão, Arthur Weintraub e do ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, entre outros, onde criticou o governo do presidente Jair Messias Bolsonaro.

A live que é parte de um movimento chamado por ele de “reação conservadora”, prometia fazer “revelações” sobre o governo. Horas antes, os irmãos Weintraub haviam dito que iriam “contar tudo”, dando a entender que fariam graves declarações contra o Executivo.

Ao longo do domingo, circulou a informação, por exemplo, que os Weintraubs teriam sido ameaçados por Bolsonaro. Contudo, a suposta ameaça revelada por eles durante a live foram mensagens do presidente comunicando, no final de 2020, que Abraham seria demitido do cargo de diretor do Banco Mundial, caso não parasse de flertar com a ideia de se lançar para o cargo de governador de São Paulo.

Lembrando, que, Weintraub foi enviado ao Banco Mundial por iniciativa do governo Bolsonaro, a fim de tentar evitar a sua prisão no Brasil, após a divulgação de uma declaração sua, na reunião ministerial de 22 de abril de 2020, onde ele aparece defendendo a prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), chamando-os de “vagabundos”.

Aparentemente irritado com o flete dos Weintraubs por uma possível candidatura que, aparentemente, iria de encontro aos seus planos políticos para São Paulo, Bolsonaro, então, teria ameaçado demitir Abraham como retaliação.

Durante a live, Abraham se disse magoado com Bolsonaro por causa disso e chegou a dizer que só perdoaria o presidente se ele lhe pedisse perdão. Para além disso, contudo, o ex-ministro atacou o chefe do Executivo de várias maneiras, acusando-o de ter se perdido em seu governo.

“Ele se perdeu como líder. Não é mais um representante da direita e dos valores conservadores”, disparou o ex-ministro. “Tudo que importava era se manter no poder e não tomar impeachment, e as pautas foram se perdendo”, disse ele.

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