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    Rosário acusa Bolsonaro fazer “apologia ao trabalho infantil” ao defender relojoeiro

    A deputada Maria do Rosário (PT-RS) anunciou na tarde de hoje que entrará com uma representação no Ministério Público, contra o presidente Jair Bolsonaro, após o mesmo afirmar durante a sua última live na quinta-feira que crianças deveriam ter a liberdade de poder trabalhar.

    “Comunico que nas próximas horas representarei ao Ministério Público Federal contra Bolsonaro, sobre o episódio ocorrido durante live nesta quinta (10). Ao fazer apologia ao trabalho infantil, fez insinuações de conotação sexual a uma menina de 10 anos”, afirmou a deputada.

    A menina da qual Rosário se refere é uma youtuber mirim chamada  Esther Castilho, de 10 anos, apoiadora do presidente, a qual esteve participando da live feita na quinta-feira. Ao comentar uma fala rápida do presidente sobre gostar de mulher ou homem, a menina entendeu que se tratava da questão homossexual e disse que é “feio”.

    “Tem que ser certinho gente, pra vocês terem um futuro bem legal lá na frente. Eu, por exemplo, comecei cedo, meus pais também…”, disse a menina, emendando o comentário sobre a questão amorosa com o tema do trabalho infantil. Nesse momento Bolsonaro interrompeu, em tom de brincadeira, aparentemente sem entender exatamente o contexto da fala de Esther:

    “Começou cedo? Como é que é?”, questionou o presidente. Com isso, críticos do presidente lha acusaram de fazer uma piada “sexista” com menina, entre eles Marisa do Rosário. Além disso, Bolsonaro também criticou uma decisão do Ministério Público do Trabalho em notificar um comerciante que elogiou o trabalho de um menino de 10 anos como engraxate (veja o caso aqui).

    “Deixa o moleque trabalhar, poxa. Eu trabalhei, outro dia eu falei que aprendi a dirigir com 12 anos de idade”, afirmou Bolsonaro, lembrando que também já engraxou sapatos quando criança. “A molecada quer trabalhar, trabalha”, completou.

    Por causa disso, Maria do Rosário acusa o presidente de fazer apologia ao trabalho infantil e fazer “insinuações de conotação sexual a uma menina de 10 anos”.

    “Tal postura vinda de qualquer pessoa é inadmissível, quanto mais de um Presidente da República. Fere a Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Por isso, a representação já conta com apoio de parlamentares e organizações do movimento da infância”, disse a parlamentar em sua conta no Twitter.

    Em resposta à parlamentar, internautas ironizaram a sua crítica contra o presidente, lembrando outros episódios em que crianças foram expostas de forma explícita a conteúdos erotizados, sem que houvesse manifestação de repúdio da sua parte. Confira:

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