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Terça-feira, 28 Junho, 2022

Bolsonaro relembra apoio a Moro quando o PT pediu a sua prisão após vazamentos

O presidente Jair Bolsonaro fez uma publicação na manhã deste sábado (25) relembrando um bom momento da sua relação com o agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

No conteúdo, o presidente publicou uma mensagem relembrando um pequeno histórico de ações da oposição contra Sérgio Moro em 2019, incluindo os vazamentos realizados pelo site “The Intercept”, os quais mostrariam diálogos do ex-juiz que comprometeriam a operação de combate à corrupção.

“A VazaJato começou em junto de 2019. Foram vazamentos sistemáticos de conversas de Sérgio Moro com membros do MPF. Buscavam anular processos e acabar com a reputação do ex-juiz”, diz a legenda da publicação feita na conta oficial do presidente no Twitter.

Na sequência, o texto lembrou que “em julho, PT e PDT pediram a prisão dele [de Moro]. Em setembro, cobravam o STF”, diz a legenda, concluindo com uma foto do presidente ao lado de Sérgio Moro durante o desfile do Sete de Setembro, em Brasília. “Bolsonaro no desfile do dia 7 fez isso”, diz a publicação.

Abaixo da legenda aparece a imagem de Bolsonaro com o braço sobre o ombro de Sérgio Moro. A intenção da publicação, aparentemente, foi mostrar que o presidente esteve ao lado do ministro em um momento difícil para a sua carreira, e em vez de lhe fazer oposição, sinalizou apoio ao desfilar com ele em carro aberto na Esplanada dos Ministérios.

Para apoiadores do governo, a saída de Sérgio Moro do ministério da Justiça significou um ato de deslealdade para com o presidente da República, especialmente por causa do momento em que vive o país, enfrentando a pandemia do novo coronavírus

Aliados acusam o ministro de ter agido em causa própria, apenas, e não pelo bem do país, o que reforçaria a tese – exposta por Bolsonaro durante coletiva – de que o ex-ministro estaria mais interessado em sua nomeação ao Supremo Tribunal Federal, algo que uma vez não confirmado teria sido o motivo da sua ruptura com o presidente.

Sérgio Moro, por outro lado, negou qualquer interesse em utilizar o seu trabalho e concordância com o presidente como uma 
“moeda de troca”. 

“A permanência do Diretor Geral da PF, Maurício Valeixo, nunca foi utilizada como moeda de troca para minha nomeação para o STF. Aliás, se fosse esse o meu objetivo, teria concordado ontem com a substituição do Diretor Geral da PF”, afirmou Moro em sua rede social.

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