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Segunda-feira, 27 Junho, 2022

Sugestões das Forças Armadas ao TSE “não vão ser jogadas no lixo”, diz Bolsonaro

Discursando na manhã de hoje no Congresso Mercado Global de Carbono, no Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar em tom de crítica ao Tribunal Superior Eleitoral, devido à participação das Forças Armadas na Comissão de Transparência Eleitoral da Corte.

“As Forças Armadas, das quais sou chefe supremo, foram convidadas a participar do processo eleitoral. E não vão ser jogadas no lixo as observações, as sugestões das Forças Armadas”, afirmou o presidente.

A fala de Bolsonaro foi em referência às sugestões técnicas feitas pelos militares ao TSE, sobre o sistema eleitoral do país. O Tribunal, por sua vez, recusou alguns pontos, argumentando que os militares teriam confundido “conceitos” e errado cálculos ao apontar risco de inconformidade em testes de integridades das urnas.

O presidente, contudo, insistiu: “Eu quero que aqui, quem porventura votar no outro lado, o voto será respeitado. Quem votar pro lado de cá também seja respeitado. Não podemos enfrentar um sistema eleitoral onde paire a sombra da suspeição”.

Um dos pontos rebatidos pelo TSE é o da existência de uma suposta “sala secreta”, onde a totalização dos votos seria realizada por um pequeno grupo de técnicos, após a finalização das eleições, e só então divulgada ao país.

“Não há, pois, com o devido respeito, ‘sala escura’ de apuração. Os votos digitados na urna eletrônica são votos automaticamente computados e podem ser contabilizados em qualquer lugar, inclusive, em todos os pontos do Brasil”, disse o TSE em um documento divulgado recentemente.

Em abril desse ano, porém, Bolsonaro citou a existência da suposta sala, explicando que a intenção dos militares seria acompanhar a apuração dos votos numa espécie de sala e contagem paralela.

“Dá para acreditar nisso? Uma sala secreta, onde meia dúzia de técnicos dizem no final ‘quem ganhou foi esse'”, afirmou, na época, o presidente da República, segundo informações do Correio Braziliense. Ele continuou:

“Como os dados vêm pela internet para cá e tem um cabo que alimenta a sala secreta do TSE, uma das sugestões [supostamente dos militares] é que, nesse mesmo duto que alimenta a sala secreta, seja feita uma ramificação um pouquinho à direita para que tenhamos do lado um computador das Forças Armadas, para contar os votos no Brasil.”

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