O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi cumprir agenda de campanha nesta quinta-feira (27) no Rio de Janeiro, acompanhado da sua comitiva. Durante o trajeto, ao ser questionado sobre a crise com o ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o capitão só dizia “o que é dele está guardado”.
De acordo com o jornalista Nonato Viegas, do Bastidor, o presidente teria dito mais de uma vez a frase. Além disso, também garantiu que se reeleito no próximo domingo, Moraes sofrerá impeachment por parte do Senado Federal.
“O presidente dizia estar certo de que sua base eleita para o Congresso, maior do que foi neste mandato, vai ‘dar um jeito nele'”, comunicou Viegas. A reação de Bolsonaro não é surpresa, tendo em vista o seu pronunciamento na noite de ontem, após Moraes se recusar a acatar um pedido feito por sua campanha.
Conforme a Tribuna de Brasília noticiou mais cedo, o presidente também teria acertado com os comandantes das Forças Armadas e o ministro da Defesa, em reunião, qual o tipo de postura deveria adotar no seu pronunciamento.
A decisão, segundo fonte do Antagonista, foi de que Bolsonaro deveria “manter a serenidade e seguir para as eleições, contra tudo e contra todos”, com base na certeza da sua vitória nas urnas. Apesar disso, ainda de acordo com a fonte que estava na reunião, o comando militar já teria reconhecido que Moraes estaria agindo de forma parcial.
“Ficou evidente que o presidente do TSE escolheu um lado na disputa eleitoral”, disse a fonte ao Antagonista. A postura calma de Bolsonaro durante o seu pronunciamento, portanto, parece ter refletido a certeza dessa informação.