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Segunda-feira, 27 Junho, 2022

“Nós é que somos os poderes do bem”, diz Barroso ao falar das eleições 2022 no Brasil

O ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), participou no último dia 10 (domingo) do segundo dia de debates da “Brazil Conference”, um evento realizado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Na ocasião, Barroso respondeu perguntas e deu a entender que existe um lado a ser combatido no Brasil, o do “populismo autoritário”. Questionado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) sobre o cenário das eleições no país, onde ela disse temer a vitória do atual presidente Jair Bolsonaro, o ministro fez a seguinte colocação:

“Eu não gostaria de ter uma narrativa de que tudo está desmoronando. Precisamos de compreensão crítica de que há coisas ruins acontecendo, mas é preciso não supervalorizar o inimigo. Nós somos muito poderosos, nós somos a democracia. Nós é que somos os poderes do bem (…). É preciso enfrentá-los, mas sem a sensação de que nós perdemos”.

“O mal existe e precisamos enfrentá-los, mas o mal não pode mais do que o bem”, ressaltou o ministro. Em outra ocasião, o magistrado falou do cenário político em outros países, citando como exemplos a Polônia, Hungria, Turquia, Rússia, Venezuela, Filipinas e El Salvador.

“A democracia constitucional no mundo em geral, e no Brasil inclusive, se encontra questionada, sob ataque de um processo histórico que é o populismo autoritário. Que é não uma ideologia, mas um processo divisionista da sociedade em ‘nós e eles'”, declarou Barroso.

Pelas redes sociais, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro criticaram a fala de Barroso no evento de Harvard, alegando que ele não estaria agindo de forma imparcial no tocante ao debate político no país. Apesar do ministro não ter citado Bolsonaro, alguns interpretaram as suas colocações como sendo uma referência ao chefe do Executivo e seus aliados.

“A partir do momento que o Roberto Barroso, Ministro do STF, identifica o presidente
@jairbolsonaro como um inimigo e ainda se coloca como sendo ele, o Barroso, a estar do lado democrático, não o tornaria automaticamente impedido de julgar QUALQUER caso do Bolsonaro?”, questionou um internauta. Assista:

https://twitter.com/oproprioDiogo/status/1513684208669102088

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