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    “Nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia”, diz Barroso, do STF

    O ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma declaração polêmica na noite de ontem (12), em Brasília, que já vem sendo alvo de críticas na web, dado ao seu teor explicitamente político, algo considerado impróprio para um magistrado da mais alta Corte do Judiciário brasileiro.

    Durante a sua participação no Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), Barroso se colocou entre os que teriam derrotado o “bolsonarismo”, segundo ele, para que a democracia no Brasil sobrevivesse.

    “Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas”, declarou o ministro. Na ocasião, Barroso estava sendo criticado por um grupo de estudantes que protestavam em favor do piso salarial da enfermagem.

    “Nós temos compromisso com a história, de fazer um país maior e melhor que se faz com democracia, estudo e argumentos. A capacidade de ter interlocução mostra que estamos do lado certo, por tratar todos com respeito mesmo com a divergência”, continuou o ministro.

    Durante a campanha presidencial de 2022, Barroso foi um dos ministros do STF mais criticados pelo então presidente Jair Messias Bolsonaro, justamente devido a declarações consideradas politizadas. Para o ex-presidente, magistrados não teriam sido imparciais em suas decisões, o que teria lhe prejudicado durante a disputa eleitoral.

    Agora, ao declarar que “nós derrotamos o bolsonarismo”, se incluindo na afirmação, o ministro Barroso parece endossar às acusações de que ele e outros magistrados teriam atuado politicamente contra a gestão do ex-presidente, o que é vedado pela magistratura.

    O deputado federal Carlos Jordy reagiu à declaração de Barroso: “Isso é normal? Escrachou de vez? Imagine um ministro do STF dizendo numa palestra q eles ‘derrotaram o lulo-petismo’. A oposição entrará com processo de impeachment contra Barroso por cometer crime de ‘exercer atividade político-partidária’, previsto no art. 39, da lei 1079/50”, comentou.

    O escritor cristão Renato Vargens, autor de mais de 30 livros, também comentou a fala recente do ministro: “O STF virou partido político mesmo e o senado da república se cala diante disto”, escreveu o autor.

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