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    Mourão diz que se o PT vencer em 2022, Bolsonaro vai ter que “passar a faixa”

    O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, concedeu uma entrevista onde comentou sobre os rumores de uma possível reação das Forças Armadas em caso de agravamento da crise entre os poderes, ou entre divergências por causa das eleições presidenciais em 2022.

    Segundo o vice, tal possiblidade é algo que não se configura no contexto atual, especialmente considerando um país de proporções continentais como o Brasil. “Nossos analistas fazem análise com os olhos no passado. E o mais recente é 1964. Era um momento totalmente distinto”, afirmou ele.

    “Quem analisar a história da República vai entender que 1964 foi o ponto final das intervenções militares. Elas começam com a própria proclamação da República, e passam pelas revoltas de 1922, 1924, 1930, 1937, 1945, 1955, 1961 até 1964. Ali termina esse papel das Forças Armadas no estamento político brasileiro”, explicou o general ao Poder360.

    Ainda segundo o vice-presidente, os rumores sobre uma possível intervenção das Forças Armadas, algo que ganhou força considerável nos dias anteriores ao último 7 de setembro, ocorrem pelo fato de haver muitos militares da reserva integrando o atual governo, o que termina chamando mais atenção da oposição.

    “Com a eleição de Bolsonaro, candidatos oriundos do meio militar, a imensa maioria das PMs, não das Forças Armadas, foram eleitos. Houve entrada de militares da reserva no governo. Isso leva a essas ilações”, argumentou o general.

    “Não tem espaço para isso”, destacou, se referindo à uma possível interferência. “O mundo que vivemos não permite aventuras dessa natureza em países das dimensões do Brasil. Fôssemos um país pequeno, até é possível uma ação de força. Num país continental, no século 21, não vejo espaço”.

    Questionado ainda sobre uma possível vitória da esquerda em 2022, através do Partido dos Trabalhadores (PT), Mourão foi taxativo em dizer que se ela ocorrer, será aceita pelo presidente Jair Bolsonaro. “Lógico. Pode até ficar meio chateado, mas vai passar a faixa tranquilamente, sem problema nenhum”, afirmou.

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