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    Moro diz que é “um pouco conservador”, mas defende “adotar políticas inclusivas”

    Tentando fazer avançar o seu nome para a disputa presidencial de 2022, o ex-ministro Sérgio Moro concedeu uma entrevista ao blog O Antagonista, onde tratou de forma genérica de um assunto que poderá ser o seu grande ponto fraco em sua campanha, que são as pautas morais e de costumes, principais bandeiras do atual presidente Jair Bolsonaro.

    Ao se declarar “um pouco conservador”, Moro deu a entender logo na sequência da sua fala que possui uma visão flexível em relação a essas pautas. “No campo dos costumes, eu sou um pouco conservador. Agora, o conservadorismo pessoal não significa que nós não tenhamos também que ter uma visão em relação às pessoas que pensam diferente”, afirmou.

    “Nós temos que respeitar esses outros posicionamentos. Temos que respeitar todos os entendimentos. E, muitas vezes, o Estado não tem nada a ver com isso no direito de interferir nas escolhas fundamentais das pessoas”, destacou o ex-ministro.

    Moro, que em 2019, enquanto ainda era ministro da Justiça do governo Bolsonaro, se viu no meio de críticas após a sua esposa, Rosângela Moro, publicar a imagem de um quadrinho com a cena de um beijo gay, endossando “toda forma de amor”, também defendeu a adoção de políticas inclusivas, dando a entender que se referiu ao público LGBT.

    “Eu tenho uma posição mais conversadora em relação à população brasileira, mas eu também tenho uma visão de que não temos que discriminar ninguém e adotar políticas inclusivas, para que tenhamos um sociedade que não deixe ninguém de lado por pensar ou se comportar de maneira diferente“, disse ele.

    Apesar de se declarar um pouco conservador, o ex-ministro não entrou no mérito de questões como aborto, ideologia de gênero, descriminalização das drogas, união homossexual, liberdade religiosa e outros temas sensíveis para o bolsonarismo, os quais devem constituir, assim como em 2018, a principal bandeira eleitoral do atual presidente da República.

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