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    Miranda recua e diz que não há fato novo que “tenha elementos para comprovar”

    O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF), pivô do caso envolvendo a suspeita de compra superfaturada da vacina indiana Covaxin, parece que agora está recuando. Isso porque, por exemplo, ele procurou no final da tarde desta quarta-feira (30) alguns senadores da CPI da Pandemia para pedir o cancelamento de um depoimento secreto que teria com os mesmos.

    Segundo informações publicadas pela revista Crusoé, Miranda disse ter recebido oferta de propina para não atrapalhar o negócio da Covaxin em uma reunião com o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros. Todavia, agora, o deputado alega que nunca deixou de ter uma conversa republicana com Barros. “Nunca, nunca, nunca, zero possibilidade”, disse ele.

    “Para acusar alguém, precisa ter muito cuidado. Eu, por exemplo, em nenhum momento, nenhum momento, fiz uma conversa não republicana com o líder do governo Ricardo Barros, nunca, nunca, nunca, zero possibilidade”, disse Miranda em um vídeo publicado nas redes sociais.

    Indicando não ter tratado de nada ilegal na reunião que teve com Barros, Miranda então disse aos senadores da CPI da Pandemia que não é preciso haver depoimento secreto, visto que ele não teria fatos novos que pudesse “comprovar”.

    “Estive com os senadores justamente para mostrar que não há motivo para essa sessão secreta, realizada às pressas. Espero que eles entendam, porque não há fato novo, não algum que eu realmente tenha elementos para comprovar”, afirmou o deputado.

    O aparente recuo do deputado favorece a defesa do presidente Jair Bolsonaro, uma vez que é com base nas declarações de Miranda que a oposição vem acusando o governo de “prevaricação”, já tendo, inclusive, os senadores da CPI apresentado uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal com relação a isso.

    A oposição também acusa o governo de corrupção por ter supostamente tentado fazer uma compra (que não foi realizada) superfaturada da Covaxin, mas que teria recuado ao ver a resistência por parte do servidor público responsável pela importação do medicamento, irmão de Miranda. Entenda melhor, abaixo:

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