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Sábado, 2 Julho, 2022

Ministra do STF oferece jantar reservado a senadores; Feliciano acusa “conspiração”

Conforme o noticiado pelo jornal Folha de S. Paulo esta semana, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), ofereceu um jantar reservado em sua própria residência, em Brasília, para senadores da República, sendo eles opositores ao governo do presidente Jair Messias Bolsonaro.

Além da ministra, também participou do jantar o ministro Luiz Fux, que atualmente preside o STF. Todos os participantes, segundo a Folha, teriam feito um compromisso de que o conteúdo da conversa no jantar seria mantido em sigilo.

Estiveram no jantar os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), Kátia Abreu (Progressistas-GO), Marcelo Castro (MDB-PI), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Vale destacar que Fernando Bezerra Coelho, que foi líder do governo e ainda é tido como próximo ao presidente Jair Bolsonaro, vem dando sinais de afastamento do Planalto, após ter se sentido traído na derrota para a votação do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O vitorioso foi o senador Antonio Anastasia (PSD-MG).

Foi o próprio Coelho, por exemplo, que ao ser questionado durante o jantar de Cármen Lúcia, sobre o risco real de Bolsonaro dar um suposto “golpe militar” nas eleições desse ano, disse que ninguém deveria subestimar a capacidade do presidente de criar instabilidade no país.

Também segundo a Folha, os senadores teriam orientado os ministros a procurarem integrantes das Forças Armadas, a fim de manterem um relacionamento de confiança. A intenção, no caso, seria minar qualquer possibilidade de adesão dos militares ao suposto golpe.

No entanto, para o deputado federal Marco Feliciano, vice-líder do governo na Câmara, o jantar reservado oferecido por uma ministra do STF, com a anuência de Fux, é motivo de preocupação. Ao comentar o fato, ele chegou a levantar a tese de “conspiração” contra o governo.

“Uma ministra do STF oferece um jantar em sua casa para os líderes da oposição no Senado. Imprensa notícia que ficou decidido que a missão do grupo é articular com militares para fazer frente ao presidente da República. Se isso aí não é conspiração, eu não sei mais o que seria”, postou Feliciano.

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