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Quarta-feira, 29 Junho, 2022

Marco Aurélio sobre Moraes na presidência do TSE: “Temo muito pelas eleições”

O ex-ministro Marco Aurélio de Mello viu o seu nome repercutir bastante nesta quinta-feira (31), após fazer comentários críticos em relação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles diz respeito à futura presidência do magistrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Marco Aurélio disse temer as eleições desse ano com Moraes a frente do TSE, dando a entender que o ministro poderá tomar decisões graves e ser apoiado por outros colegas da Corte, como a impugnação de alguma candidatura.

A fala do ex-ministro se deu quando ele foi questionado sobre qual teria sido a origem das atuais polêmicas envolvendo Moraes. Ele explicou que foi por causa da instauração de um inquérito que visa investigar os supostos ataques ao STF, o qual ele chamou de “inquérito do fim do mundo”.

“Teria sido instaurado pela própria vítima, o Supremo, na gestão do ministro Dias Toffoli e o relator teria sido escolhido a dedo”, disse Marco Aurélio, apontando que foi um erro a abertura do inquérito pelo próprio STF, assim como a escolha direcionada do relator, no caso, o Alexandre de Moraes.

“Isso não se coaduna, não se harmoniza com ares democráticos. Não se levou o inquérito sequer à distribuição. E o relator (Moraes) aceitou essa designação para assumir o papel, e eu digo com desassombro, de verdadeiro xerife. Eu temo muito pelas próximas eleições. Porque ele vai presidir o TSE”, observou o ex-ministro durante entrevista para a BandNews TV.

Em outro momento, Marco Aurélio criticou a escalada de tensão entre o presidente da República e Moraes, argumentando que ambos estão errados nesse contexto, cada qual com suas atitudes.

“Ambos os lados estão muito acirrados. O presidente, num arroubo de retórica atacando a instituição Judiciário e o ministro Alexandre de Moraes, esquecendo que ele hoje é integrante do Supremo e também do TSE e que, portanto, não é mais secretário de Segurança Pública, não é mais ministro da Justiça e não é mais, eu diria mesmo, xerife”, concluiu o ex-ministro.

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