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Sábado, 25 Junho, 2022

Jornalista, Noblat acusa ministro de ser “agente de Bolsonaro infiltrado no Supremo”

O jornalista Ricardo Noblat, um dos principais nomes da imprensa tradicional brasileira, publicou um artigo onde levanta uma grave especulação sobre o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). No texto, o comunicador alega que o magistrado seria um “agente de Bolsonaro infiltrado no Supremo”.

A acusação de Noblat contra o ministro do STF é fruto de uma crítica feita pelo jornalista contra duas decisões tomadas por ele. A primeira diz respeito à derrubada da cassação do deputado estadual Fernando Francischini (PL). A segunda, também pela derrubada da cassação do deputado federal Valdevan Noventa (PL).

Nesse contexto, Noblat afirmou, com destaque nosso: “Há pouco menos de três meses, por unanimidade, o TSE cassou o mandato do deputado federal bolsonarista por Sergipe Valdevan Noventa (PL), acusado de abuso de poder econômico nas eleições 2018. Pois bem: outra vez em decisão solitária, Nunes Marques, o agente de Bolsonaro infiltrado no Supremo, reverteu a cassação.”

No título do seu artigo, Noblat também faz a mesma acusação especulativa contra o ministro do STF, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro em 2020 para uma vaga no Supremo. “Irá pelo ralo o plano do agente bolsonarista infiltrado na Justiça”, diz a manchete.

No texto, Noblat também dá a entender que o presidente Jair Bolsonaro teria informações privilegiadas em relação às decisões do ministro Kassio Nunes, ao dizer que ele teria precisado “fingir que não sabia” sobre a decisão favorável ao deputado Valdevan Noventa durante a sua live da última quinta-feira.

Pelas redes sociais, apoiadores do presidente da República questionaram a afirmação de Noblat contra Kassio Nunes. “Chamar um ministro do STF de ‘agente infiltrado’ é ataque às instituições? O Noblat será incluído no inquérito das fake news?”, observou uma internauta.

“E aí Alexandre de Moraes, chamar um ministro do STF de agente infiltrado é fake news ou liberdade de expressão?”, questionou outra pessoa.

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