Em artigo da sua coluna na Gazeta do Povo, o jornalista Rodrigo Constantino reagiu aos últimos acontecimentos no cenário político nacional, acusando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de ser um “puxadinho autoritário do PT“.
Segundo o colunista, “que estamos diante da eleição mais manipulada da história é algo que já ficou claro para todos. O TSE virou um puxadinho autoritário do PT, servidores do TRE usam adesivos do Lula no carro, a perseguição a Bolsonaro é implacável, assim como a proteção a Lula.”
Constantino, então, lembrou da denúncia feita esta semana pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, na qual ele afirma que milhares de emissoras de rádio pelo país teriam boicotado mais de 150 mil inserções de propaganda eleitoral a favor de Bolsonaro.
Conforme a Tribuna de Brasília noticiou, um relatório com detalhes das propagandas, dias, nome das rádios e horários de veiculação foi enviado pelas campanha de Bolsonaro ao TSE, conforme determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente da corte.
“Nem mesmo imagens do ex-presidiário usando o boné do CPX podem ser divulgadas agora… Mas a coisa parece ter chegado num nível realmente bizarro”, continua Constantino em seu artigo.
“A campanha do presidente Bolsonaro citou que uma auditoria teria detectado um ‘problema’ grave, na verdade uma verdadeira fraude eleitoral. Milhares de minutos de inserção da campanha bolsonarista teriam sido roubados em rádios nordestinas, em estados governados pelo PT.”
“Moraes determinou que em 24 horas a campanha de Bolsonaro ‘adite a petição inicial com a juntada de provas e/ou documentos sérios que comprovem sua alegação, sob pena de indeferimento da petição inicial por inépcia e determinação de instauração de inquérito para apuração de crime eleitoral praticado pelos autores’. Os advogados de Bolsonaro encaminharam ao TSE uma ação com pedido de providências. Eles solicitaram ‘a imediata suspensão da propaganda de rádio da Coligação Brasil da Esperança em todo o território nacional, com a retirada e o bloqueio do respectivo conteúdo do pool de emissoras, bem como a notificação individualizada das emissoras de rádio envolvidas, até que se atinja o número de inserções usurpadas da Coligação peticionária”, continua o jornalista.
Constantino destacou o posicionamento de várias personalidades diante da denúncia, mostrando o espanto e a gravidade das acusações. Segundo o jornalista, porém, os apoiadores da campanha petista estariam fazendo pouco caso, como se nada de extremamente grave estivesse ocorrendo.
“É o caso de Ricardo Noblat, que ironizou: ‘A bomba detonada pelo governo: emissoras de rádio do Nordeste não estariam veiculando os comerciais de campanha de Bolsonaro. Agora, vai mudar a eleição…'”
“Guilherme Fiuza apontou para o escandaloso duplo padrão da turma: ‘O TSE não quis saber de PROVAS quando aceitou um pedido vagabundo do PT para investigar O EQUILÍBRIO DA COBERTURA JORNALÍSTICA da Jovem Pan (ahahahahaha). Isto seria uma vergonha numa ditadura de republiqueta. Aqui é o orgulho do consórcio dedicado à reciclagem do meliante'”, lembrou Constantino.
“Sobre a bizarra seletividade do TSE, basta verificar que André Janones segue com sua conta intacta espalhando Fake News, que ele mesmo se orgulha de fazer de forma dissimulada. Márcia Tiburi, filósofa petista que entende a lógica do assalto, nem colocou interrogação, como sugerido pelo responsável pela campanha petista, e afirmou: ‘Tarcisio vai chamar o Roberto Jeferson para ser secretário da segurança de São Paulo”‘.
De acordo com Constantino, então, “fica tudo por isso mesmo. É como se alguém afirmasse que o Haddad vai chamar o PCC… Enquanto isso, deputados petistas, como Tabata Amaral, tentam pressionar para que prefeituras sejam forçadas a garantir transporte para todos os eleitores. Só falta a turma oferecer um pão com mortadela depois do voto, já que ninguém é de ferro e tem “direito” a um lanche. O PT joga pesado, com armas sujas, demagógicas, autoritárias”, conclui o jornalista.