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Sábado, 25 Junho, 2022

Bolsonaro visita família venezuelana e critica lockdown: “O Brasil não vai virar uma Venezuela”

Na manhã deste sábado (10), o presidente Jair Messias Bolsonaro contava com sua agenda vazia. Como resultado, o mesmo foi, de moto, a uma comunidade perto de Brasília, onde prestou uma visita a uma família de venezuelanas.

Na ocasião, Bolsonaro voltou a criticar as medidas impostas pelos governadores de certos Estados. Entre eles estava João Doria (PSDB), atual governador de São Paulo, a quem Bolsonaro chamou de “patife”.

“Viver num país que um governador como o de São Paulo faz um decreto que fecha tudo. O comércio de São Paulo está todo à venda ou passando o ponto. O pessoal do Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) me falou que não plantam mais tomate porque não estão vendendo, os bares, restaurantes fecharam… Quando voltar a abrir, o preço do tomate vai estar caro, aí o governador vai culpar a inflação para cima de mim”, declarou Bolsonaro com relação às medidas restritivas no Estado de São Paulo.

“Então esses, como esse patife, querem é quebrar o estado, quebrar o Brasil para depois apontar o responsável. Esse patife que usou meu nome para se eleger”, completou.

O bairro visitado pelo presidente da República se chama Morro Crus, e é localizado em São Sebastião (DF), comunidade que se encontra perto de Brasília. Durante sua visita, o presidente entrou na casa da família venezuelana e, sem o uso de máscara, afirmou para as mesmas que “o Brasil não vai virar uma nova Venezuela”. Tudo foi transmitido em sua página no Facebook.

“Nós amamos os venezuelanos, são tratados da melhor forma possível. Você quer que a sua família um dia saia do Brasil e vá para outro país para fugir de um regime autoritário? Vocês estão tendo uma experiência do que é ditadura com essa política do fica em casa, toque de recolher, não pode ir à praia, não pode fazer mais nada. Não é para salvar você. É uma política para sufocar a economia e acabar com o Brasil de vez”, afirmou o presidente.

Além disso, Bolsonaro alegou que esteja sendo chamado de “ditador” por aqueles que “acham bonito o que está acontecendo na Venezuela”, uma vez que, segundo o presidente, “não houve um momento que eu fugisse das quatro linhas da Constituição. Os que me acusam fogem”.

“Vocês vêm da Venezuela pra cá, mas ninguém vai do Brasil para a Venezuela”, afirmou.

Por fim, Bolsonaro criticou a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de permitir aos governadores e prefeitos que estabeleçam medidas contra a Covid-19 de maneira independente do Governo Federal. Além disso, definiu como um “absurdo” a decisão da corte de permitir a suspensão dos eventos religiosos por parte dos governadores e prefeitos.

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