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Quinta-feira, 30 Junho, 2022

Bolsonaro diz que três ministros do TSE “querem, sim, censurar as mídias sociais”

O presidente Jair Bolsonaro concedeu uma entrevista na manhã desta segunda-feira (11) ao grupo “O Liberal”, do Pará, onde voltou a criticar a atuação de alguns ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indiretamente se referindo a Edson Fachin, Luiz Roberto Barroso e a Alexandre de Moraes.

Na ocasião, o presidente comentou sobre a votação do requerimento de urgência do “PL das Fake News”, ocorrida na semana passada. Por maioria dos votos, o requerimento foi derrubado, significando uma vitória para o governo e sua base aliada.

“Tivemos semana passada uma votação muito importante aqui em Brasília. Não tratava de mérito de nenhuma questão, tratava de um requerimento de urgência de um projeto que visava censurar as mídias sociais”, afirmo Bolsonaro. “O tal do projeto dos fake news.”

“Até porque, o projeto tem interesse direto dos três ministros do Supremo que estão dentro do Tribunal Superior Eleitoral (Moraes, Fachin e Barroso). Eles querem, sim, censurar as mídias sociais no Brasil. Não tiveram sucesso por nove votos”, completou o presidente.

Ainda segundo Bolsonaro, os ministros citados indiretamente por ele estariam errando ao tratar como crime passível de prisão, declarações proferidas nas redes sociais. Ele citou o caso do deputado Daniel Silveira como exemplo.

O presidente explicou que ofensas, calúnias e difamação podem ser tratadas pela justiça, mas com outro tipo de punição e não com prisões ou desmonetização de mídias.

“Eu duvido que vocês achem alguém mais atacado do que eu. E eu não tenho por método questionar essas pessoas. Agora, se quisesse questionar na Justiça, levando-se em conta calúnia, difamação, a indenização para isso é pecuniária. É dinheiro. Não é prisão”, disse o presidente.

“O que uma parte de lá, a esquerda em especial quer é prender o cara, derrubar páginas, desmonetizar, como o TSE e o ministro Alexandre de Moraes vêm fazendo. Prendendo gente inclusive”, concluiu Bolsonaro.

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