O presidente Jair Messias Bolsonaro se encontrou com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, após fazer o seu primeiro pronunciamento pós-eleição, mais cedo, onde apesar de não ter reconhecido explicitamente a sua derrota eleitoral, agradeceu os 58 milhões de votos obtidos e disse ter autorizado a transição governamental.
Segundo informações do G1, após o pronunciamento, Bolsonaro foi à sede do STF se reunir com ministros da corte. A reunião durou cerca de uma hora e foi a portas fechadas. O ministro Edson Fachin estava presente e comentou com jornalistas, sem muitos detalhes.
“O presidente da República utilizou o verbo acabar no passado. Ele disse acabou. Portanto, olhar para a frente”, afirmou Fachin. Antes da reunião, porém, o STF já havia emitido uma nota sobre o pronunciamento do presidente da República.
“O Supremo Tribunal Federal consigna a importância do pronunciamento do Presidente da República em garantir o direito de ir e vir em relação aos bloqueios e, ao determinar o início da transição, reconhecer o resultado final das eleições”, diz a corte.
Em seu pronunciamento, Bolsonaro disse que “os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral” no Brasil. Ele fez um apelo aos manifestantes que estão nas ruas, em apoio ao seu governo:
“As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os métodos da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, disse o presidente.
Bolsonaro, por fim, concluiu seu discurso de apenas dois minutos: “É uma honra ser o líder de milhões de brasileiros que, como eu, defendem a liberdade econômica, a liberdade religiosa, a liberdade de opinião, a honestidade e as cores verde-amarela da nossa bandeira.”