Delmasso aciona o MPF contra a Neflix por desenho que promove ideologia de gênero

A Netflix colocou em seu catálogo mais um desenho infantil, mas para muitos pais, especialmente os cristãos, ele não deverá ser bem aceito em seus lares. Isso, porque, a produção é na verdade uma peça que promove a chamada “ideologia de gênero”.

“Fred é menino ou menina?”, questiona a protagonista Ridley ao macaco astronauta Peaches. “Não sei não; é só Fred”, responde o personagem. “Você não estava tentando esconder o fato de que tinha dois pais, estava? Porque isso parece incrível para mim”, pergunta Ridley à múmia Ismat em outro trecho.

Termos da língua portuguesa também são distorcidos no desenho para promover a agenda de gênero. São palavras como “fofine” (em vez de “fofinho” ou “fofinha”), “amigues” (em vez de “amigos” ou “amigas”) e “todes” (em vez de “todos” ou “todas”), todas recorrentes no desenho.

Diante disso, o vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, Rodrigo Delmasso (Republicanos), acionou o Ministério Público do DF para pedir a retirada do desenho da Netflix, ou fazer com que o conteúdo deixe de ser classificação “livre”, como é atualmente. Segundo o parlamentar, a produção viola o Estatuto da Criança e do Adolescente.

“O desenhou provocou repúdio em diversas famílias, pais e representantes de menores que prezam pela integridade moral e mental das suas crianças”, afirmou Delmasso ao portal Metrópoles. “Acredito que o desenho, por abordar questões de gênero, não deve ter censura livre. O MPDFT deve tomar alguma providência para cumprimento da lei”.

Delmasso citou o artigo 17 do ECA para justificar a sua defesa. Esse trecho do estatuto diz que “a criança e o adolescente têm o direito de ter resguardada e protegida a sua integridade física, psíquica e moral”.

A ideologia de gênero se refere ao conceito de que ninguém nasce com gêneros definidos, como “menino” ou “menina”, mas que estes podem ser desenvolvidos ao longo da vida, sendo influenciados pela cultura.

Críticos dessa visão, no entanto, argumentam que ela contraria a realidade biológica humana, uma vez que os sexos macho e fêmea são definidos geneticamente desde a formação humana no útero materno, de modo que os gêneros menino ou menina, homem ou mulher, são apenas um reflexo direto e necessário dessa definição.

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