Em entrevista ao programa Contexto Metrópoles, transmitido na tarde desta sexta-feira (29), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez declarações sobre o padrão de vida do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O parlamentar afirmou existir uma “incompatibilidade” entre os ganhos oficiais do ministro e seu estilo de vida. “Certamente um ministro da Suprema Corte, que tem salário de R$ 50 mil brutos, não vai conseguir usar relógio de R$ 200 mil ou R$ 300 mil apenas fruto do seu trabalho. Há uma incompatibilidade entre o que Alexandre de Moraes veste, usa, os vinhos que toma etc., e o salário dele”, declarou Eduardo Bolsonaro.
Como evidência de sua alegação, o deputado citou a transição do escritório de advocacia do ministro. “Quando Alexandre de Moraes se tornou ministro da Suprema Corte, ele deixou seu escritório, o Alexandre de Moraes Advogados, e esse mesmo escritório passou a se chamar Barci de Moraes Advogados. Barci, que é o sobrenome da esposa do Alexandre”, disse. “Então você vê que existe uma continuidade naquele empreendimento.”
Eduardo Bolsonaro sugeriu que a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, poderia ser uma fonte de recursos e, por extensão, um eventual alvo de sanções baseadas na Lei Magnitsky, legislação que permite a aplicação de sanções a indivíduos envolvidos em violações de direitos humanos ou corrupção.
“Eu sei porque o salário de deputado federal chega perto do da Suprema Corte. Então é evidente que ele tem uma outra rede de financiamento, uma outra fonte. Isso está conectado com a esposa dele”, completou.
As declarações do deputado ocorrem em um contexto de tensões políticas recorrentes entre integrantes da família Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, que relata processos judiciais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. Até o momento da publicação, não houve pronunciamento oficial do ministro Moraes ou de seus representantes sobre as acusações feitas pelo deputado.