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Sábado, 25 Junho, 2022

“Essa pandemia fez o país empobrecer, enquanto estados e municípios enriqueceram”

Caio Coppolla, comentarista político da rede CNN Brasil, saiu em defesa do governo federal na última segunda-feira no quadro Liberdade de Opinião, onde participa fazendo análises de temas polêmicos no cenário brasileiro. Na ocasião, ele falou sobre a responsabilidade das diferentes instâncias da Federação sobre a pandemia.

Coppolla citou como exemplo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que enfrenta dificuldades devido à ocupação de 100% dos leitos de UTI em seu estado, resultando em uma fila de espera de mais de 140 pessoas.

“Vamos dimensionar a gravidade do problema? Trata-se de 142 almas sem atendimento adequado, precisando urgentemente de hospitalização com terapia intensiva. Vamos ponderar o absurdo da situação?”, questionou o comentarista, sugerindo na sequência que o nível de riqueza do estado não permitiria que o mesmo chegasse a esse ponto, salvo por má administração.

“Isso acontece numa cidade desenvolvida, com 1,5 milhão de habitantes, que é a sexta capital com maior IDH no Brasil e governada por um político adulado pela grande imprensa. E aqui eu faço questão de consignar minha profunda decepção com as manifestações recentes do jovem governador do Rio Grande do Sul”, disse Coppolla.

Para o comentarista, a esfera federal está sendo a mais sacrificada em termos de custos com a pandemia, uma vez que, além de bancar o auxílio emergencial para milhões de pessoas, indo além da capacidade orçamentária prevista, também deu suporte aos estados e municípios do país.

“Do ponto de vista fiscal, essa pandemia fez o país empobrecer, enquanto estados e municípios enriqueceram. Então, se você quiser ser massa de manobra e, automaticamente, culpar o presidente da República ou o ministro da Saúde pela falta de leitos em hospitais municipais e estaduais, fique à vontade. Esse é um país livre. Mas saiba que a sua crítica é injusta e reflete apenas a sua predileção política, não a realidade contábil dos fatos”, conclui Coppolla. Assista:

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