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Sábado, 25 Junho, 2022

Sobre possível ação das Forças Armadas no TSE, Fachin diz que “intervenção, jamais”

O atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, declarou nesta sexta-feira (29), em uma coletiva de imprensa durante visita ao Tribunal Regional Federal do Paraná, que a Corte não aceitará “intervenção” de nenhuma natureza nos seus trabalhos quanto ao processo eleitoral este ano.

“Colaboração, cooperação e parcerias pró-ativas para aprimoramento, a Justiça Eleitoral está inteiramente à disposição. Intervenção, jamais”, afirmou o ministro, segundo informações obtidas pelo UOL.

A fala de Fachin ocorre logo após o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, sugerir que o TSE deve aceitar uma recomendação das Forças Armadas quanto ao método de apuração dos votos eletrônicos. O presidente, contudo, não detalhou o assunto.

“Não se fala ali em voto impresso. Não precisamos de voto impresso para garantir a lisura das eleições, mas precisamos de ter uma maneira —e ali naquelas nove sugestões existe essa maneira— para a gente confiar nas eleições”, declarou Bolsonaro ao se referir às recomendações dos militares.

“A gente espera que nos próximos dias o nosso Tribunal Superior Eleitoral dê uma resposta às sugestões das Forças Armadas, porque eles nos convidaram e nós aceitamos, estamos colaborando com o que há de melhor que existe entre nós”, ressaltou o presidente, na mesma ocasião.

Também de acordo com o UOL, Fachin já teria dito a interlocutores que os questionamentos das Forças Armadas já teriam sido respondido, apesar de “eventuais divergências”. Por fim, o ministro disse acreditar num processo eleitoral pacificado este ano.

“Na vida brasileira de hoje tem muita neblina, mas na essência, a estrada é muito segura. Nós precisamos ver a estrada. Essa neblina vai passar, basta vir o sol da democracia e ela vai se dissipar”, disse Fachin.

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