Se for reeleito, Bolsonaro diz que indicará mais 2 ministros evangélicos para o STF

O presidente Jair Bolsonaro fez uma declaração nesta segunda-feira (6) que certamente deve agradar a população evangélica do país. Ao ser questionado por apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, ele afirmou que se conseguir se reeleger em 2022 indicará mais dois ministros evangélicos para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ocasião, Bolsonaro corrigiu um apoiador que se referiu a ele como sendo um evangélico no comando do país. O presidente, contudo, apesar de ter o costume de frequentar igrejas evangélicas por causa da sua esposa, e até já ter sido batizado conforme a tradição protestante, é declaradamente católico.

“Evangélico é no Supremo agora”, afirmou Bolsonaro ao apoiador, sorrindo. “Se eu for candidato e for reeleito, a gente bota mais dois no início de 2023 lá [no Supremo]”, destacou o presidente.

O último indicado por Bolsonaro para o STF foi o ex-ministro André Mendonça, que além de jurista também é pastor da Igreja Presbiteriana. Por ter uma forte base de apoio na comunidade evangélica, a fala do presidente sobre a indicação de mais ministros evangélicos certamente também visa reforçar a sua proximidade com esse público.

Em 2023, os ministros Ricardo Lewandowski e Rosa Weber completarão 75 anos cada e serão obrigados a se aposentar, ambos em maio e outubro, respectivamente. Com isso, o presidente eleito em 2022 terá o poder de indicar mais dois magistrados para o STF já em seu primeiro ano de mandato.

Para Bolsonaro, a indicação de novos ministros para o Supremo é vista como algo estratégico para a concretização de mudanças significativas no país. Recentemente ele fez uma declaração pedindo a paciência dos apoiadores, quanto aos atos considerados abusivos por parte do Judiciário.

“Você pode ver, quando fala em renovação… quem se eleger em 2022 bota mais dois [ministros] no Supremo em 2023… dá pra mudar o Brasil”, afirmou o presidente, indicando que espera ser reeleito para isso.