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    “É inadequado falar em crianças trans”, diz geneticista, que explica o motivo

    A Parada Gay desse ano, em São Paulo, causou polêmica ao trazer nessa edição um bloco em defesa da existência de “crianças trans”, o que terminou sendo criticado por parte da população, incluindo o geneticista Eli Vieira.

    Homossexual, mestre em biologia molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e em genética pela Universidade de Cambridge, do Reino Unido, Vieira utilizou as redes sociais para explicar o motivo pelo qual considera inadequado o uso da expressão “criança trans”.

    “Vou repetir pela milésima vez: nós temos uns 11 estudos diferentes indicando que uma maioria das crianças disfóricas DESISTE DE SER TRANS na vida adulta. Logo, é inadequado falar em ‘crianças trans'”, escreveu o pesquisador, que possui cerca de 600 citações acadêmicas, segundo informado em seu site oficial.

    O comentário de Eli Vieira foi em resposta a uma publicação do comentarista Joel Pinheiro, que postou um artigo defendendo a existência de crianças supostamente trans. O geneticista, por sua vez, deu exemplo de como a promoção desse conceito tem sido prejudicial para a vida dos menores.

    “O Reino Unido está fechando a clínica de identidade de gênero de Tavistock, depois de descobrir que ela inadequadamente estava mandando 90% das crianças disfóricas para o bloqueio de puberdade, um tratamento experimental, off-label (tipo a ivermectina pra Covid, sabe?)”, continuou.

    “O NYT juntou uma amostra de 500 dessas crianças com puberdade bloqueada. TODAS tinham densidade óssea abaixo do normal. A própria Tavistock fez um estudo de um ano com bloqueio da puberdade e descobriu que não tinha efeito terapêutico sobre a disforia. Crianças confusas com osteoporose, é isso o que queremos?”, questiona Eli.

    “O que não falta é gay e lésbica maior de 30 anos que afirmam que, se fossem mais jovens hoje, seriam empurrados para a identidade trans pelo aplauso irresponsável que estão dando a ideias sem fundamento sobre gênero, nada científicas, e tratamentos arriscados!”, conclui o geneticista. Veja:

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