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    Moro diz que voto secreto foi por cautela devido às ‘ameaças do PCC’ e ataques do PT

    O senador Sérgio Moro reagiu às críticas que vem recebendo devido à divulgação de uma imagem onde ele foi flagrado trocando mensagens sobre voto “a favor” da indicação de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal.

    Pela troca de mensagens com um interlocutor apelidado de “Mestrão” não é possível concluir que Moro votou favorável a Dino, muito embora o conteúdo sugira essa interpretação. O que está claro, porém, é que o senador optou pelo voto secreto.

    Internautas criticaram o fato de Moro não revelar o seu voto, sugerindo que essa decisão, por si mesma, indicaria o voto a favor de Dino. Em seus perfis nas redes sociais, no entanto, o ex-juiz da Lava Jato se defendeu, argumentando que agiu por “cautela” devido ao seu contexto profissional.

    “Não me surpreende o intensivo ataque daqueles que desejam ocupar o cargo que legitimamente conquistei nas urnas, com o apoio do povo paranaense. Aos meus eleitores e apoiadores, digo: não divulgar o voto na indicação de autoridades é uma prerrogativa do parlamentar”, disse ele.

    “O intenso ataque que tenho sofrido do atual governo Lula, de parte do próprio PL paranaense, além das ameaças do PCC, fazem-me agir, nesse momento, com cautela e no exercício efetivo de uma prerrogativa que tenho, tudo de forma a preservar minha independência”, argumentou o senador.

    Moro fez referência a uma investigação da Polícia Federal, revelada em março desse ano, apontando que a facção Primeiro Comando da Capital, o PCC, estaria planejando um atentado contra ele e sua família.

    Isto é, na prática, o senador deu a entender que a divulgação do seu voto poderia alimentar algum tipo de retaliação contra ele, tanto no campo político quanto no criminal, tendo em vista o seu histórico como juiz federal.

    “Nada disso, porém, contradiz a minha lisura e as bandeiras que sempre defendi e continuarei defendendo no Senado. Nessa linha, hoje, com meu voto, derrotamos o Governo e restabelecemos a desoneração da folha de salários e o Marco Temporal, além de termos conseguido derrubar outros vetos de Lula. Sou oposição e seguirei lutando contra esse Governo. Outras vitórias virão e serão crescentes”, concluiu.

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