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    Tarcísio se solidariza com policiais e manda indireta a Lula: “O Estado precisa retomar seu papel”

    O governador Tarcísio Gomes de Freitas, de São Paulo, usou as redes sociais para se solidarizar com os policiais que participaram da Operação Contenção, no Rio de Janeiro, que resultou em dezenas de presos e narcotraficantes mortos, além de apreensões de armamento e drogas.

    Em sua manifestação, Tarcísio fez referência a uma fala recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que insinuou que traficantes seriam “vítimas” dos usuários de drogas. Em sua indireta, porém, o governador destacou pontos importantes no combate ao crime organizado. Leia a íntegra do seu post, abaixo:

    “Temos afirmado que a atuação do crime organizado é, hoje, o principal risco ao Brasil, maior até do que o risco fiscal. O que estamos vendo no Rio de Janeiro expõe a dimensão de um problema que, há décadas, só se agrava: o avanço do tráfico de drogas e a força de um poder paralelo que afronta a lei, ameaça a vida e expulsa o Estado da vida do cidadão.

    Não há solução simplista. Não é mais admissível que cidadãos sejam obrigados a abandonar suas casas ou seus negócios por ordem de criminosos. Tampouco é aceitável a existência de barricadas que delimitam territórios onde traficantes se tornam soberanos, impondo e vendendo produtos e serviços que deveriam ser de livre escolha de qualquer pessoa.
    Não se pode imaginar que esses criminosos não sabem o que fazem ou que são vítimas da sociedade. Eles impõem o terror, atacam agentes de segurança do Estado, escravizam pessoas e levam dor e sofrimento a inúmeras famílias.
    O enfrentamento exige presença, integração, inteligência e coragem. E é fundamental lembrar a dimensão territorial do problema. Clausewitz dizia que uma guerra só é vencida quando o território é conquistado, o poder militar é destruído e a vontade é subjugada.
    As armas e drogas comercializadas no país, em sua grande maioria, não são produzidas aqui. Então, como chegaram às comunidades do Rio? Por onde entraram? Isso evidencia o quanto o Estado tem falhado na vigilância de suas fronteiras.
    Também é necessário avançar no combate à lavagem de dinheiro e no financiamento do crime. Por que é tão fácil operar ilegalmente no setor de combustíveis? E por que ainda não aprovamos regras mais duras para o devedor contumaz?
    Cooperação e compartilhamento de informações são fundamentais. O que está em jogo é o próprio sentido de soberania. O Estado precisa retomar seu papel e devolver às pessoas o direito de viver com segurança e dignidade.
    Isso só será possível com convicção, liderança e vontade. A pergunta que fica é: que país queremos deixar para nossos filhos e netos? Minha solidariedade ao governador Cláudio Castro, às famílias dos policiais que tombaram heroicamente em combate e à população que sofre as consequências dessa violência desmedida.”

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