Uma pesquisa da empresa AtlasIntel, divulgada na sexta-feira, dia 31 de maio, apontou que 80,9% dos moradores de favelas em todo o Brasil apoiam a operação policial de grande escala realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A ação, ocorrida na terça-feira, 28 de maio, resultou em 121 óbitos.
O estudo detalha que, no âmbito do estado do Rio de Janeiro, o índice de aprovação para a operação é de 62,2%. Entre os residentes em comunidades carentes do estado, esse percentual alcança 87,6%. No restante do território nacional, 55,2% dos brasileiros demonstraram apoio à iniciativa.
A pesquisa também investigou a percepção de segurança da população. No Rio de Janeiro, 81,4% dos entrevistados relataram sentir medo de sair de casa devido à violência. Em contraste, a média nacional para esse indicador é de 43,1%, com a região Sul registrando o índice mais baixo, de 7,1%. No dia específico da operação, 79,8% dos cariocas declararam ter sentido medo em função da violência na cidade.
Quanto ao impacto na segurança pública, a maioria dos cariocas avaliou a operação como tendo um efeito “positivo” ou “muito positivo”. A percepção entre os moradores de outros estados apresentou maior divisão.
Sobre o nível de força empregado pelas forças policiais, 62,3% da população do Rio considerou a ação “adequada”, enquanto 34,4% a classificaram como “excessiva”. No resto do país, 52,5% julgaram a violência como adequada e 45,8% como excessiva.
Para 51,7% dos cariocas, o desfecho da operação “representa a melhor forma de combater o crime”. Outros 37% acreditam que “reflete uma tentativa de ganho político” e 8% optaram pela resposta “ambos”.
A avaliação dos agentes políticos envolvidos mostrou divergências. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve sua atuação avaliada como “ruim” ou “péssima” por 59% dos moradores do Rio. O governador Cláudio Castro recebeu avaliação negativa de 45% da população local. O prefeito Eduardo Paes teve sua performance classificada predominantemente como “regular” (45%).
Questionados sobre a falta de articulação entre os governos estadual e federal, 54,5% dos cariocas atribuíram a responsabilidade ao governo federal. No restante do Brasil, a maioria dos entrevistados considerou o governo do Rio de Janeiro como o principal responsável pela ausência de cooperação. Apenas 1,7% dos cariocas e 6,4% dos demais brasileiros afirmaram não ter havido falta de articulação.