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    Nikolas, Michelle e outros convocam caminhada pela anistia: “A Justiça tem pressa”

    Brasília, 27 de setembro de 2025 – Lideranças políticas e religiosas alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro divulgaram um vídeo nas redes sociais na última sexta-feira (26) convocando a “Caminhada da Anistia”.

    O ato público está marcado para o dia 7 de outubro, um domingo, com início às 16h, tendo como ponto de partida a Catedral Metropolitana de Brasília.

    Entre os nomes que aparecem no material de divulgação estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o senador Magno Malta (PL-ES).

    De acordo com os organizadores, a caminhada terá caráter pacífico. Em suas declarações, compararam o formato do evento ao de manifestações realizadas por outros grupos políticos, prometendo um modelo diferenciado. “Os artistas serão os familiares dos presos políticos”, afirmou o pastor Silas Malafaia no vídeo de convocação.

    O senador Flávio Bolsonaro dirigiu-se ao público, caracterizando a mobilização como um movimento de base. “Você é o nosso artista, você é a estrela do filme da vida real que vai para as ruas de graça porque tem coração e quer o melhor para o nosso Brasil”, declarou.

    O objetivo principal do ato, segundo a divulgação, é pressionar o Congresso Nacional para a aprovação de um projeto de lei que trata da anistia a indivíduos que os organizadores classificam como “presos e exilados por atos políticos”.

    O termo é utilizado pelos convocadores para se referir a pessoas condenadas ou respondendo a processos judiciais por episódios como os ocorridos durante as manifestações que seguiram às eleições de 2022.

    A proposta que buscam viabilizar ainda não tem número e tramitação pública identificada no sistema legislativo. O contexto da mobilização remete a debates anteriores sobre leis de anistia no Brasil, como a Lei nº 6.683/1979, que perdoou crimes políticos cometidos durante o período do regime militar.

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