A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou, na tarde desta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, que o ex-presidente Jair Bolsonaro “não aguenta viver com dores” e que está em “modo sobrevivência”. As afirmações foram feitas à imprensa no hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-mandatário passou por exames após sofrer uma queda na cela onde cumpre pena.
O incidente ocorreu na terça-feira, 6 de janeiro, quando Bolsonaro bateu a cabeça após uma queda. Ele foi liberado do hospital por volta das 16h30 do mesmo dia. Michelle Bolsonaro descreveu que o ex-presidente convive com dores crônicas desde o atentado sofrido em 2018. “Eu vi por três vezes ele pedir no hospital para Deus levar ele porque não aguentava tanta dor, por causa do intestino. Ele já está nessa zona de sofrimento”, relatou.
Sobre o estado psicológico, ela afirmou: “Ele trabalha o subconsciente dele para ele poder continuar vivo, ele já ligou esse modo sobrevivência”.
Quadro Clínico e Solicitações Médicas
Os advogados de Bolsonaro apresentaram pedidos médicos solicitando autorização para investigar seu quadro clínico, descrito como “compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada a queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante em região temporal direita”.
Michelle Bolsonaro reiterou o pedido para que o ex-presidente seja transferido para prisão domiciliar, citando sua idade – 70 anos – e seu histórico médico. “Ele já sofreu, ele já passou por nove intervenções cirúrgicas, ele tem várias comorbidades”, argumentou.
Questionada se acredita que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes teria retardado propositalmente a autorização para a ida ao hospital, a ex-primeira-dama respondeu afirmativamente. Ela também mencionou que a medicação em uso tem causado efeitos colaterais. “A gente sabe que a medicação também é uma medicação que tem fragilizado ele, ele tem essas tonturas”, concluiu.