O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a incorporação da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como alvos de apuração no âmbito do inquérito das fake news.
A decisão, tomada em 13 de setembro e divulgada pelo portal Poder360, abre uma nova frente para investigar possíveis violações de sigilo fiscal e financeiro de magistrados da Corte, incluindo o próprio Moraes e o ministro Dias Toffoli, além de seus familiares.
A medida não cria um novo processo, mas amplia o escopo do inquérito instaurado em 2019, com foco em esclarecer a origem de dados protegidos que teriam sido usados em campanhas de desprestígio contra integrantes do Tribunal. De acordo com o ministro, há indícios de que servidores desses órgãos possam ter acessado ou repassado informações de forma irregular.
A expansão das investigações ocorre paralelamente aos avanços da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, sobre o Banco Master. Revelações recentes da imprensa indicam possíveis conexões envolvendo pessoas próximas a ministros: escritório da esposa de Alexandre de Moraes teria firmado contrato de quase R$ 130 milhões com o banco, enquanto um resort associado a irmãos de Dias Toffoli recebeu R$ 20 milhões de um fundo suspeito de ligação com a mesma instituição financeira.
O inquérito das fake news foi aberto em março de 2019, durante a presidência de Toffoli no STF, com base no artigo 43 do Regimento Interno da Corte, que permite a investigação de fatos que envolvam autoridades sob sua jurisdição. Alexandre de Moraes é o relator do caso.