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    Chorando, Zambelli desabafa: Moraes bloqueou contas do marido, filho e até da mãe

    A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) prestou depoimento por videoconferência à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (24 de setembro). O depoimento integra o processo que pode resultar na cassação de seu mandato parlamentar.

    Cumprindo prisão administrativa na Itália, onde aguarda decisão sobre um pedido de extradição solicitado pelo Brasil, Zambelli participou da sessão de forma remota, acompanhada de seu advogado, Fábio Pagnozzi.

    Em sua manifestação, a deputada reiterou críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, autor do mandado de prisão contra ela. “Eu não estou foragida, estou exilada. Estou em prisão administrativa, não por um crime que cometi aqui na Itália”, declarou.

    Zambelli expressou confiança em ser liberada em breve, afirmando que o mandado de Moraes é tratado como “broma” pelas autoridades italianas e alegando que o ministro tem uma “obsessão” por ela. “Eu confio na justiça italiana. A Itália é minha esperança agora”, completou.

    O processo na CCJ decorre de condenação imposta pelo STF a Zambelli por seu envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com auxílio do hacker Walter Delgatti. Conforme a acusação, o objetivo da ação era adulterar documentos oficiais, incluindo a elaboração de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

    Questionada sobre as evidências técnicas contidas no relatório da Polícia Federal, a deputada afirmou “não se recordar”. Sobre o financiamento das atividades de Delgatti, Zambelli negou ter feito repasses diretos. “Dentro do processo e do relatório da Polícia Federal, está muito claro que eu não dei dinheiro nenhum a ele”, disse. Ela explicou que contratou uma empresa de divulgação, que por sua vez subcontratou Delgatti para serviços de informática, num contrato total de R$ 10 mil. Segundo sua versão, apenas R$ 3 mil foram pagos devido ao não cumprimento do serviço.

    O processo está sob a relatoria do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR). Após a oitiva de Zambelli, o relator apresentará um parecer, que será votado pela CCJ e, posteriormente, pelo plenário da Câmara.

    Carla Zambelli está licenciada do mandato desde que obteve licença de 127 dias do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Sua vaga é ocupada interinamente pelo suplente, Coronel Tadeu (PL-SP). Assista:

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