Nas últimas semanas, foram registrados voos de helicópteros do 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais do Exército dos Estados Unidos, conhecido como “Night Stalkers” (“Caçadores da Noite”, em tradução livre), na região do Caribe. A movimentação ocorre em um contexto de crescente tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela.
A unidade, cujo lema é “A morte espera no escuro” conforme documentado pelo escritor Steven Hartov em seu livro “The Night Stalkers”, é especializada em operações de alto risco. O esquadrão possui histórico de participação em operações complexas, incluindo a que resultou na morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, no Paquistão em 2011, e em campanhas contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.
Em declaração ao The Guardian, Hartov descreveu os pilotos da unidade: “Sinceramente, acho que essas pessoas são os melhores pilotos de asas rotativas do mundo… Eles são os pilotos de Fórmula 1 da aviação”. O especialista acrescentou que “quando há uma missão que parece impossível devido à localização ou às defesas do inimigo, os Night Stalkers são os únicos que podem cumpri-la”.
Contexto das Tensões
A situação na região se intensificou em setembro, quando embarcações no Caribe começaram a ser alvo de forças norte-americanas. Na semana passada, o então presidente Donald Trump confirmou ter autorizado operações secretas da Agência Central de Inteligência (CIA) na Venezuela, afirmando que Nicolás Maduro “não quer mexer com os Estados Unidos”. Relatos da imprensa internacional indicam que essas operações teriam como objetivo a deposição de Maduro.
O governo Trump justificou suas ações militares na região como medidas contra o tráfico de drogas, afirmando que navios e submarinos posicionados próximos à costa venezuelana realizariam lançamento de mísseis e bombardeios contra embarcações suspeitas de narcotráfico. Em 14 de outubro, Trump anunciou um novo bombardeio contra uma embarcação na costa da Venezuela.
Resposta Venezuelana
Em resposta às ações norte-americanas, o presidente Nicolás Maduro afirmou em 22 de outubro que a Venezuela possui mais de 5.000 mísseis antiaéreos de origem russa, do modelo Igla-S. A declaração ocorreu em meio ao aumento da presença militar norte-americana na região, que inclui a movimentação dos helicópteros de operações especiais nas proximidades do espaço aéreo venezuelano.