O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro divulgou um vídeo institucional detalhando os resultados de uma operação de grande porte realizada nos complexos da Penha e do Alemão. A ação, considerada a mais letal da história do estado, registrou 121 óbitos, 113 pessoas presas e a apreensão de 118 armas.
Um porta-voz da corporação, não identificado no material, afirmou que a intervenção foi baseada em trabalho de inteligência. “O trabalho foi feito com uma base robusta de inteligência e esse é o resultado, mais de 90 fuzis apreendidos, mais de 80 narcoterroristas presos”, declarou o agente, utilizando a terminologia adotada pelo governo estadual para se referir a integrantes de facções.
O vídeo incluiu homenagem aos quatro policiais mortos durante a operação: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, da 5ª DP; Rodrigo Velloso Cabral, da 39ª DP; e os integrantes do Bope Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca. O governador Cláudio Castro determinou a promoção post mortem dos agentes, em reconhecimento ao “cumprimento do dever de proteger a população fluminense”.
Em determinado trecho, o representante do Bope emitiu declaração dirigida a grupos criminosos: “Ninguém vai parar a gente”. A gravação também mencionou a busca por um líder faccional conhecido como “Doca”, investigado pela autoria de mais de 100 homicídios, incluindo casos envolvendo menores de idade.
A operação mobilizou aproximadamente 2.500 agentes, com apoio de aeronaves, veículos blindados e equipamentos de vigilância aérea. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal para procedimentos de identificação e perícia técnica.