Uma mensagem direta foi levada nos últimos dias por um emissário de Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a um auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A lobista, que é investigada por suposto envolvimento no esquema de fraudes contra aposentados do INSS, expressou desespero e fez um alerta: não aceitará ser deixada de lado e não cairá sozinha, segundo relato do interlocutor .
Roberta é apontada pelas investigações como o elo entre Lulinha e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde setembro de 2025 sob suspeita de comandar o esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. A Polícia Federal investiga se a lobista recebeu recursos desviados de aposentadorias e se atuou como operadora financeira do filho do presidente, que atualmente reside na Espanha – acusação que ela nega .
Segundo o emissário, a mensagem transmitida a auxiliares palaciano teria um tom de exigência por proteção, com a lobista manifestando que não permanecerá inerte caso seja abandonada pelas instâncias políticas às quais é ligada .
Situação dos Sigilos Bancários
Nesta semana, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a quebra de sigilo de Roberta determinada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A decisão considerou que a votação da comissão, que aprovou 87 requerimentos de uma só vez, carecia de fundamentação individualizada .
Contudo, os sigilos da lobista e de Lulinha já haviam sido quebrados anteriormente por decisão do ministro André Mendonça, também do STF, que é o relator do inquérito que investiga o esquema bilionário de fraudes no INSS. As informações obtidas a partir dessa autorização já estão em poder da Polícia Federal para análise. Com: Veja.