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    Lula passou a ser alvo dos EUA após a queda de Maduro: “Corre risco imediato”

    Em entrevista ao programa Oeste com Elas na última segunda-feira, 5 de janeiro, o vereador Maurício Galante, brasileiro que atua na Câmara Municipal de Arlington, estado do Texas, declarou que os Estados Unidos passaram a considerar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um “alvo estratégico”. A avaliação, segundo ele, é uma consequência direta da operação militar que resultou na captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

    “Lula corre risco imediato”, afirmou Galante. “Os EUA o enxergam como membro ativo do Foro de São Paulo. Aliás, entre os antigos líderes alinhados à organização, ele é o único que ainda está de pé.”

    O vereador argumentou que a ação que removeu Maduro do poder representou mais do que o cumprimento de um mandado judicial internacional. Em sua análise, a ofensiva constituiu uma mensagem direta a uma rede de alianças que, do ponto de vista de Washington, articula “redes de narcotráfico, regimes autoritários e interesses hostis aos EUA”.

    Com isso, o Brasil teria retornado a uma posição central nos cálculos de segurança nacional dos Estados Unidos. “A operação teve um impacto geopolítico enorme”, disse Galante. “Desestabilizou organizações ligadas ao Foro de São Paulo e enfraqueceu a influência da China e da Rússia dentro do nosso hemisfério.”

    Galante citou ações recentes do governo brasileiro como fatores de aumento da tensão bilateral, destacando o apoio explícito do presidente Lula à liderança de Delcy Rodríguez na Venezuela. Os Estados Unidos não reconheceram a legitimidade de Rodríguez em 2024, mas o governo brasileiro optou por validar sua posição.

    O parlamentar também mencionou Cuba como um dos focos da política externa norte-americana na região. “Não sei se o regime vai cair por uma ação direta dos EUA ou por si só”, ponderou. “Mas o petróleo e a gasolina que sustentavam a ilha vinham da Venezuela, e Cuba já está em frangalhos.”

    Reações Internas nos EUA

    Ao final, Galante comentou o debate político dentro dos Estados Unidos em torno da intervenção. Ele afirmou que setores progressistas tentam retratar o ex-presidente Donald Trump, que ordenou a ação, como um líder autoritário por tê-la conduzido sem uma autorização prévia do Congresso.

    “Querem pintar Trump como um ditador”, afirmou. “Mas o Partido Republicano e a maioria da população norte-americana sabem que a ação foi legal e necessária. Foi o cumprimento de uma ordem judicial.”

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