Em meio a pesquisas que apontam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com desempenho competitivo em cenários eleitorais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) evitou comentar nesta quinta-feira, 15 de janeiro, publicações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro vistas como sinal de apoio ao chefe do Executivo paulista.
Questionado por jornalistas após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o pré-candidato à Presidência afirmou não ter conversado com Michelle sobre o assunto nos últimos dias. “Da minha parte, vou sempre buscar unidade. Só quem ganha com briga dentro do nosso grupo é a esquerda. Não sou burro pra cair nessa pegadinha”, declarou.
Contexto das Publicações
As movimentações ocorrem em um contexto de cobrança por apoio mais explícito de Tarcísio de Freitas à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Michelle Bolsonaro republicou um vídeo do governador criticando a política econômica do presidente Lula e curtiu um comentário da primeira-dama de São Paulo, Cristiane Freitas, que afirmou: “o Brasil precisa de um novo CEO, meu marido!”.
O cenário é alimentado por pesquisas recentes. Um levantamento Meio/Ideia e outro da Genial/Quaest, divulgado na quarta-feira (14), indicam que Tarcísio apresenta desempenho semelhante ou superior ao de Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno contra o presidente Lula.
Estratégia de União
Flávio Bolsonaro reiterou diversas vezes durante a entrevista que sua estratégia atual é a busca pela união. “É o que vou continuar buscando sempre, porque esse é o caminho. Não vou ficar cobrando qual tempo de cada um [para apoiá-lo na candidatura]. As pessoas têm o tempo delas. Vou fazer minha parte”, afirmou.
O senador reafirmou a legitimidade de sua pré-candidatura, lembrando ter sido indicado por Jair Bolsonaro. “Tenho carta escrita e assinada por ele. Acredito que é projeto de Deus, que Deus usou meu pai pra tomar essa decisão. Até pesquisas que tenho desconfiança mostram crescimento rápido, consolidado. Minha pré-candidatura não tem volta, não tem página virada”, finalizou.