O Papa Leão XIV tem sido cobrado nas redes sociais por um posicionamento mais contundente da Igreja Católica diante dos relatos de massacres contra comunidades cristãs na África, em especial na Nigéria e no Sudão, regiões que concentram uma grave crise humanitária devido a diversos conflitos étnicos.
Esta semana, diante das cobranças que vêm recebendo, o pontífice fez uma publicação pedindo ação internacional sobre os conflitos, o que ainda não foi suficiente para alguns dos seus seguidores.
“Acompanho com grande dor as trágicas notícias que chegam do #Sudão. Violência indiscriminada contra mulheres e crianças, ataques a civis indefesos e graves obstáculos à ação humanitária estão causando sofrimentos inaceitáveis”, escreveu o Papa.
Ele continuou: “#RezemosJuntos para que o Senhor acolha os defuntos, ampare os que sofrem e toque o coração dos responsáveis. Renovo o meu sentido apelo a um cessar-fogo e à urgente abertura de corredores humanitários. Por fim, convido a comunidade internacional a intervir de modo decidido e generoso.”
O Ex-Ministro de Minas e Energia e Ex-Secretário de Política Econômica do Brasil,
Adolfo Sachsida, reagiu à publicação do líder católico: “Querido Papa, sua liderança na denúncia ao genocidio de cristãos na Nigéria é fundamental. Por favor, não silencie. A igreja católica precisa liderar esse movimento de denuncia contra essa barbara perseguição.”
Outro seguidor comentou: “Por quê a Igreja Católica com sua força religiosa, diplomática e política, não convoca um ruidoso protesto mundial – simultâneo e em massa, usando os milhões de cristãos e mídias próprias, para exigir o fim destas matanças no Sudão, na Síria, na Nigéria…?”.
Contexto
De acordo com a organização Portas Abertas, na Nigéria “os cristãos estão particularmente em risco por causa dos ataques de extremistas islâmicos, como radicais entre o povo fulani, Boko Haram e ISWAP (Estado Islâmico da Província da África Ocidental). Houve um aumento desses ataques durante o governo do ex-presidente Muhammadu Buhari, colocando a Nigéria no epicentro da violência contra a igreja.”
Enquanto isso, o Sudão vive um caos social após um golpe militar ocorrido em 2021. Atualmente, há relatos de que extremistas islâmicos estão promovendo um verdadeiro genocídio local.
“O Sudão estava no caminho da liberdade religiosa, mas um golpe e uma guerra devastadora frustraram essas esperanças”, descreve a Portas Abertas, que lista o país na 5ª posição em uma lista mundial das nações mais perigosas para os cristãos.
“O Sudão é agora o centro do maior deslocamento de pessoas e da maior crise de fome do mundo, com quase nove milhões de pessoas forçadas a fugir de suas casas. Os cristãos sudaneses estão mais uma vez em perigo. Nenhum dos lados do conflito é favorável aos seguidores de Jesus, e o conflito deu aos grupos extremistas mais oportunidades de ataque”, alerta a organização.