A presidente nacional do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, divulgou um manifesto nesta quinta-feira posicionando a legenda em apoio à operação policial realizada no último dia 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A ação, considerada a mais letal da história do estado, resultou na morte de 121 pessoas, entre as quais quatro policiais, e mobilizou aproximadamente 2.500 agentes contra facções criminosas.
Intitulado “As mães e a (in)segurança pública”, o documento direciona críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mencionando seu nome em oito ocasiões. O texto inclui o chefe do executivo brasileiro no que classifica de “Trio da Destruição”, grupo que também incluiria os presidentes Nicolás Maduro, da Venezuela, e Gustavo Petro, da Colômbia.
“Na América do Sul, uma tríade de governantes – Maduro, Petro e Lula, o chamado Trio da Destruição – parece atuar incansavelmente para favorecer os traficantes, inclusive recusando-se a classificá-los como narcoterroristas”, afirma a nota. O manifesto acrescenta que “Lula e seus aliados parecem defender os traficantes por causa de suas palavras e ações”.
Como exemplo, o texto cita declaração do presidente Lula durante visita à Indonésia em 24 de outubro, quando se referiu à relação entre traficantes e usuários de drogas. Na ocasião, o presidente posteriormente afirmou que sua declaração havia sido “mal colocada”.
O manifesto defende que os indivíduos mortos durante o confronto “não eram vítimas, mas algozes” e tece críticas à cobertura midiática do episódio. “Enfrentaram a polícia com bombas, drones e armamento pesado, mas foram derrotados porque o bem sempre prevalecerá, por mais que a imprensa tente vender a narrativa de que os narcotraficantes foram as vítimas”, diz um trecho.
A operação citada no documento teve como objetivo declarado a desarticulação da estrutura do Comando Vermelho (CV), descrito como a principal organização criminosa atuante no estado do Rio de Janeiro.