O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou perante uma sessão plenária do Knesset, o Parlamento de Israel, em Jerusalém. O evento marcou a conclusão de um acordo de cessar-fogo mediado por seu governo entre Israel e o grupo terrorista Hamas, na Faixa de Gaza.
“Hoje, nós fechamos a porta para um longo capítulo de sofrimento e abrimos uma nova para a esperança. Esta é uma vitória não da guerra, mas da vontade humana pela paz”, declarou Trump no início de seu pronunciamento.
O Presidente norte-americano detalhou os termos humanitários implementados. “Na última semana, trinta e seis cidadãos israelenses, anteriormente mantidos em cativeiro, cruzaram a fronteira de volta para sua terra natal. Dezoito já se reuniram com suas famílias, enquanto os outros dezoito receberam um enterro digno em solo israelense”, afirmou, referindo-se à libertação de reféns vivos e à repatriação de corpos.
Em seus agradecimentos, Trump citou diretamente o primeiro-ministro israelense. “Benjamin Netanyahu foi um parceiro incansável. ‘Bibi, você é um negociador difícil, mas um amigo leal’,” disse. O Presidente também reconheceu o que descreveu como “uma coalizão silenciosa de nações árabes”, que, segundo ele, “exerceram pressão diplomática crucial para que este acordo se concretizasse”.
Sobre o programa nuclear do Irã, Trump emitiu um comentário conciso. “Às lideranças em Teerã, nossa posição é clara. A mesa está posta para um diálogo construtivo. A escolha é deles, e seria uma escolha histórica”, disse, sem fornecer detalhes adicionais.
Principais pontos abordados no discurso de 45 minutos:
Cooperação Regional: “Estamos testemunhando o nascimento de uma nova estrutura de segurança no Oriente Médio, com Israel e seus vizinhos cooperando abertamente.”
Conflito Rússia-Ucrânia: “Herdamos situações internacionais complexas. Meu foco é terminar conflitos, não iniciá-los. Estamos mediando conversas para reduzir hostilidades globais.”
Gestão de Conflitos: “Esta administração facilitou a conclusão de sete processos de paz distintos em diversos cenários ao longo de dez meses. O acordo de hoje é o oitavo.”
Poder Militar dos EUA: “Nossa nação mantém uma capacidade de dissuasão inigualável. No entanto, o maior uso da força é alcançar a paz sem precisar empregá-la.”
Futuro para Palestinianos: “Este momento oferece uma oportunidade para o povo palestino. A estabilidade beneficia tanto israelenses quanto palestinos, abrindo caminho para um desenvolvimento econômico e social há muito aguardado.”
Administrações Anteriores: “As políticas adotadas nos últimos anos criaram obstáculos significativos que dificultaram este tipo de avanço diplomático. Nós removemos essas barreiras.”
Trump foi recebido no Aeroporto Internacional Ben Gurion pelo Primeiro-Ministro Netanyahu e pelo Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em um gesto simbólico de unidade. A delegação dos EUA incluía o Secretário de Estado, Mike Pompeo, e a conselheira presidencial, Ivanka Trump.
A visita do Presidente Trump a Israel integrou-se a uma turnê mais ampla pela região, que incluiu paradas no Egito e na Arábia Saudita.