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    “O que eu puder fazer para que a anistia seja aprovada, eu vou fazer”, diz Tarcísio

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou-se publicamente nesta terça-feira, 25 de novembro, favorável à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente cumprindo pena de 27 anos e três meses por liderar tentativa de golpe de Estado.

    Em coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio classificou a questão como “humanitária”, argumentando que Bolsonaro, aos 70 anos e com problemas de saúde, poderia não receber a medicação e alimentação adequadas no regime carcerário. “Acho que temos que ter respeito aos ex-presidentes”, declarou.

    Sobre a tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica que antecedeu a prisão preventiva no sábado, 22 de novembro, o governador afirmou que Bolsonaro estava “fora de si” durante o episódio. O ex-presidente havia justificado a ação como resultado de uma “alucinação”, alegando acreditar na existência de “alguma escuta” no dispositivo.

    Tarcísio reafirmou seu compromisso com a causa da anistia a Bolsonaro, declarando que continuará atuando pela aprovação do projeto correspondente no Congresso Nacional, mesmo que isso gere desgaste político. “Sempre defendi a anistia. O que eu puder fazer para que seja aprovada, eu vou fazer”, afirmou.

    O governador colocou-se à disposição para auxiliar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas articulações pela anistia e confirmou que visitará regularmente o ex-presidente na prisão. “É um grande amigo que eu tenho. E nas horas da dificuldade é que os amigos têm que estar juntos”, disse.

    Questionado sobre possível comunicação com Bolsonaro, Tarcísio negou ter recebido recados, mas confirmou que aliados do ex-presidente mantêm a mobilização pelo tema da anistia.

    Este posicionamento dá continuidade a ações anteriores do governador em favor de Bolsonaro. Em julho, Tarcísio recorreu a ministros do STF para solicitar autorização de viagem internacional ao ex-presidente, pedido que foi rejeitado pela Corte. Desde então, assumiu papel ativo nas articulações pela anistia na Câmara dos Deputados.

    Em setembro, durante ato na Avenida Paulista, Tarcísio intensificou suas críticas ao STF, referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes como “ditador” e declarando: “Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes”.

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